Fungos leveduriformes são multiplicados em fermentadores (biorreatores), especialmente quando o objetivo é a obtenção de células vegetativas, em processo chamado de cultivo submerso. Vale destacar, entretanto, que apesar de ser utilizado um biorreator, as condições de crescimento são comumente aeróbicas, que favorecem a respiração celular, e não o processo fermentativo propriamente dito. Para fungos filamentosos, os cultivos submersos podem apresentar algumas restrições em virtude da necessidade de agitação constante que eleva a tensão de cisalhamento e consequente rompimento do micélio, elevando o gasto metabólico para reposição celular, além das questões reológicas envolvidas. Assim, os cultivos em fase sólida, utilizando substratos sólidos como arroz cozido e outros subprodutos da agroindústria como suporte insolúvel, e na ausência de água livre, são uma forma importante de multiplicação de fungos, principalmente porque a pouca água disponível pode induzir a formação de estruturas de resistência em certos fungos. Os propágulos são coletados e processados para a formulação, como ocorre para os fungos do gênero Beauveria e Metarhizium. Esse último método de cultivo de fungos para produção de compostos biotecnologicamente úteis possui vantagens, pois requer menos espaço comparado com o rendimento em produto; as etapas de extração, concentração e purificação são frequentemente mais simples; o investimento pode ser reduzido; e a tecnologia não é muito sofisticada. Em contrapartida, o controle dos parâmetros do processo é mais difícil de realizar, principalmente a transferência de massa e homogeneização do substrato. Créditos Embrapa.
14 abril, 2026
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