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Os microrganismos respondem pela maior parte da diversidade biológica do nosso planeta. Quanto maior for a biodiversidade preservada, maior a probabilidade de se encontrar, por meio da bioprospecção de caracteres, algum componente microbiano de interesse para a sociedade, que possa ser produzido em larga escala. Diversos compostos e enzimas de origem microbiana com inúmeras aplicações biotecnológicas são conhecidos, por isso é de se esperar que a diversidade entre os organismos não cultiváveis represente uma fonte enorme de novos produtos metabólicos. Essa diversidade microbiana não cultivável pode ser estudada com o uso das técnicas ômicas, e que incluem a metagenômica (estudo dos genes do meio ambiente), transcriptômica (estudo dos genes expressos), proteômica (estudo das proteínas), metabolômica (estudo dos produtos do metabolismo). Com essas técnicas, além de recuperar e analisar a diversidade biológica, metabólica e funcional desses microrganismos presentes em determinado momento no material estipulado, podem-se analisar funcionalmente os fragmentos, genes e metabólitos produzidos. Essa segunda análise possibilita a descoberta de novas funções bioquímicas associadas a um determinado ambiente, sem a necessidade de se identificar um microrganismo que a produza. Créditos Embrapa.

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