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Vimos que na aristocracia, Tocqueville e as famílias mantêm a mesma posição social durante séculos e frequentemente nos mesmos locais […] ligando todos os cidadãos num longo encadeamento que vai do camponês ao rei”. Tocqueville, em vez disso, optou pela democracia, que rompe o encadeamento, corta as ligações e convida cada cidadão a realizar seu potencial mediante seus esforços.3 A dimensão de qualquer forma de governo, acreditava Tocqueville, era a liberdade e a igualdade. Em uma aristocracia, somente aristocratas privilegiados podiam gozar da liberdade — às custas da liberdade dos outros. Na democracia de Tocqueville, em contraste, todos os cidadãos têm a liberdade de agir em uma estrutura legal, que seja do acordo de todos. Tocqueville encarava a igualdade como o instrumento da liberdade e, embora reconhecendo a necessidade de reparar a injustiça social, via a igualdade não como um meio de nivelar, mas de elevar. Acreditava que a busca da liberdade e a busca da igualdade estavam intimamente ligadas, chegando até mesmo a imaginar “um ponto extremo, no qual a liberdade e a igualdade se tocam e se tornam unas”

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