O pré-melhoramento é um conjunto de atividades que permite a incorporação de características desejáveis em uma planta cultivada e, ao mesmo tempo, reduz as características indesejáveis. É responsável pelo enriquecimento da variabilidade no pool gênico de espécies cultivadas por meio da exploração de germoplasma não adaptado, como variedades crioulas e parentes silvestres. Essas plantas não são usadas diretamente em programas de melhoramento. O pré-melhoramento promove a ligação entre o BAG e os programas de melhoramento, por meio do desenvolvimento dos chamados produtos pré-tecnológicos. Esses materiais não são mais o germoplasma original do BAG, pois cruzamentos e seleções foram realizados, tampouco são cultivares prontas para serem lançadas. Por exemplo, podemos ter uma planta de mandioca que produz raízes de fácil cozimento, porém ela é muito suscetível a uma praga. Por outro lado, existe outra mandioca de difícil cozimento, mas resistente a essa praga. O homem cruza essas duas plantas e seleciona, entre as plantas filhas, aquelas que ao mesmo tempo apresentam as duas características desejáveis: resistência contra praga e raízes de fácil cozimento. Porém, em alguns casos, uma característica é encontrada em um parente da espécie cultivada. Para esses casos, o sucesso dos cruzamentos é baixo, e muitas características indesejáveis do ponto de vista agrícola que estão presentes no parente silvestre dificultam a utilização das plantas filhas. Créditos Embrapa.
5 abril, 2026
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