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A maioria das bactérias utilizada em inoculantes cresce adequadamente em meios de cultura líquidos, com controle de temperatura e uma agitação orbital simples. Esse sistema se aplica para pequenas escalas, podendo ser utilizados frascos Erlenmeyer ou vasos de vidro com capacidade para aproximadamente 10 L para o cultivo celular. A multiplicação dos microrganismos em maior escala é feita também de forma submersa, em grandes tanques chamados fermentadores ou biorreatores. Esses são recipientes hermeticamente fechados, que recebem o meio de cultivo adequado para cada microrganismo e passam por uma etapa de esterilização. Os biorreatores frequentemente possuem um sistema de agitação através de um eixo central vertical motorizado, contendo algum tipo de hélice ou turbina agitadora interna, para promover a homogeneização. Geralmente, utiliza-se o processo de cultivo em batelada (fermentação fechada ou descontínua) que se inicia com a introdução asséptica do inóculo, que são as células do microrganismo que vão se multiplicar. Apenas o ar previamente esterilizado é injetado no sistema ao longo do cultivo, buscando sua dissolução no meio líquido. Essa aeração proporciona uma condição aeróbica apropriada para a produção em larga escala de Bradyrhizobium spp., por exemplo. Nos cultivos submersos, é possível variar alguns parâmetros essenciais dos bioprocessos relacionados ao crescimento dos microrganismos, tais como as taxas de fornecimento de oxigênio e nutrientes, a temperatura de crescimento e a remoção do calor metabólico, dependendo da demanda particular de cada estirpe. Quando os microrganismos atingem uma concentração celular adequada, convertendo a maior parte dos nutrientes presentes no meio de cultivo em biomassa celular, o bioprocesso é finalizado, e o caldo celular deve ser imediatamente formulado e envasado. Créditos Embrapa.

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