Sim. Há inoculantes com bactérias fixadoras de nitrogênio para a soja, o feijoeiro, o feijão-caupi e mais uma centena de outras leguminosas de grãos, forrageiras tropicais e temperadas, arbóreas e adubos verdes, todas (hoje são cerca de 700 produtos) autorizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e estão depositadas em coleções da Embrapa. A seleção e preservação de linhagens de leveduras de vinícolas importantes da Serra Gaúcha são outro exemplo. Para cada indicação geográfica (IG) relacionada ao setor vitivinícola, existe um perfil de leveduras autóctones sendo mantidas na coleção e linhagens específicas de Saccharomyces cerevisiae disponíveis para uso na elaboração de vinhos. Outro exemplo são as bactérias do gênero Bacillus. A Embrapa já desenvolveu cinco bioinseticidas biológicos à base dessa bactéria: o Bt-horus, para o mosquito da dengue, Aedes aegypti (2005); o Ponto Final, para as lagartas que atacam culturas agrícolas (2009); o Fim da Picada, para borrachudos (2010); o Nova Bti (2016) e o Strike Bio-Bti (2017), ambos também para controle dos mosquitos A. aegypti. Inseticidas biológicos estão sendo fabricados também a partir de baculovírus selecionados e depositados em coleções. Kits de diagnósticos de doenças foram desenvolvidos a partir do isolamento de microrganismos presentes em vertebrados infectados. As coleções também são referência em suas especialidades no diagnóstico de importantes agentes de doenças de plantas, animas e contaminantes de alimentos. Ainda, tais coleções são importantes no desenvolvimento de produtos alimentícios com impacto na agricultura familiar, como caracterização e produção de queijos artesanais, entre outras aplicações, produtos e análises, com grande impacto no agronegócio brasileiro. Créditos Embrapa.
17 abril, 2026
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