Então os vírus são de fato microrganismos?
Os vírus são de fato microscópicos, mas apresentam propriedades muito particulares, o que leva a uma discussão quanto a serem ou não microrganismos, ou mesmo seres vivos. Não possuem estrutura celular nem metabolismo próprio, necessitando das estruturas de células de um organismo hospedeiro para replicar seu material genético; e, por isso, são considerados parasitas intracelulares obrigatórios. Basicamente são formados de um só tipo de ácido nucleico, DNA ou RNA (podendo ser de fita simples ou dupla), e de uma cápsula proteica que envolve o ácido nucleico (capsídeo). Alguns vírus apresentam um envelope externo ao capsídeo formado de moléculas de lipídeos e glicoproteínas.
Então, qual é o conceito de espécie na taxonomia de vírus?
Em 2013, o International Committee on Taxonomy of Viruses (ICTV) apresentou uma nova definição para o termo espécie viral (virus species): é um grupo monofilético, cujas propriedades são distinguidas de outros grupos por múltiplos critérios, interpretados como diversas características relacionadas à replicação, à faixa de hospedeiros, ao tropismo por células e tecidos, à patogenicidade, ao modo de transmissão, à antigenicidade e ao grau de parentesco de seus genomas ou genes.
