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Herbários são coleções científicas de espécimes vegetais prensados e desidratados, geralmente acondicionados em armários de aço ou madeira, cuja organização nomenclatural normalmente é feita em nível de famílias, por ordem alfabética, ou outro sistema de classificação (Fidalgo; Bononi, 1989; Mori et al., 1989; Walter; Simon, 2015). Herbários são verdadeiras bibliotecas que, ao invés de livros, possuem plantas preservadas. No Brasil, atualmente, existem 257 herbários cadastrados na Rede Brasileira de Herbários1.
Os maiores herbários do País pertencem ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro (com cerca de 750 mil espécimes), ao Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (550 mil) e ao Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo (498 mil), e conservam plantas de todos os biomas brasileiros. Herbários como os da Universidade de Brasília (260 mil espécimes), ou o da Embrapa Amazônia Oriental (195 mil), são referência para floras regionais, respectivamente dos biomas Cerrado e Amazônia. Apenas cerca de duas dezenas de herbários brasileiros possuem coleções com mais de 100 mil espécimes depositados, e a maioria guarda coleções com menos de 50 mil espécimes (em institutos de pesquisa e ensino, universidades, jardins botânicos), com enfoques sobre floras regionais ou locais.

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