A Bíblia Sagrada traduzida pelo Padre Manuel de Matos Soares é uma das versões católicas em língua portuguesa considerada das mais tradicionais e marcantes do século XX. Ela foi publicada originalmente na década de 1920/1930 a partir da Vulgata Clementina.
Seu contexto histórico
A sua origem e publicação foi feita pela primeira vez em Portugal em 1927 e no Brasil em 1932, a tradução do Padre Matos Soares teve o objetivo de oferecer aos fiéis católicos uma versão em português estritamente fiel à Vulgata Latina (a edição oficial da Igreja Católica definida pelo Concílio de Trento).
A sua aprovação
Ela recebeu o beneplácito e a Bênção Apostólica do Vaticano (durante o pontificado de Pio XI, com carta de 1932 assinada pelo Cardeal Pacelli, futuro Pio XII).
As suas revisões
Depois dela, houve várias edições revistas pelo próprio autor à luz dos originais em hebraico e grego (como a de 1956), atendendo a orientações pontifícias da encíclica Divino Afflante Spiritu.
As suas principais características
A base de sua tradutória, foi focada encima da Vulgata Clementina/Sisto-Clementina nas suas edições mais clássicas, preservando de forma significativa a harmonia a sua tradição litúrgica e os nomes próprios tradicionais consagrados no ocidente católico. Ela recebeu várias notas e comentários e contém enumeras introduções, notas de rodapé com explicações doutrinais alinhadas com o Magistério da Igreja da época. Seu uso litúrgico e devocional, marcou várias gerações de católicos de países lusófonos. Ela continua sendo bastante procurada pelos fiéis e adeptos da liturgia tradicional. Recentemente, editoras católicas (como a Editora Realeza e a Editora Ecclesiae) têm feito republicações cuidadosas dessas edições clássicas acompanhadas de devocionários e vocabulários bíblicos.
