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1. A evolução da união conjugal para o casamento
Não podemos negar que a união do homem e a mulher, evoluiu ao longo dos séculos devida as tradições, os costumes e pelo surgimento do Estado normativo com o tempo e a época. A pior notícia, é que ele está sofrendo forte e acentuado declínio devido a desenfreada mudança de comportamento de ambos os sexos. Vejo que tudo está se tornando muito líquido. Ou seja, estão se desfazendo com muita facilidade. Neste sentido, vemos que as alianças baseadas no conceito de despojamento que reitera compromisso e fidelidade e união sentimental estão sendo ofuscadas pelo erro do alvo.

1.1 O despojamento como um compromisso de amizade e comunhão entre Deus e o homem
A principio, vimos que o conceito de despojamento foi utilizado como uma aliança bilateral entre Deus e o homem. Neste é tipo de aliança, s dois contratantes celebravam um compromisso de fidelidade eterno. Ela era considerada uma aliança inviolável, que só era invalidada por infidelidade de um dos contratantes.

Texto 1
Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. (Jr 31:32).

1.2 O despojamento ou compromisso de casamento entre o homem e a mulher?
Era uma espécie de contrato formal ou informal celebrado entre a família, ou associado as normas da lei de Moisés Ele é conhecido pela Bíblia, como despojamento, que tanto o jovem e moça aguardavam cerca de doze meses até se ajuntarem, que era o chamado casamento propriamente dito pela lei.

Texto 1
E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda não a recebeu? Vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba. (Dt 20:7).

1.2.1 A bênção era pronunciada no ato do cerimonial
A primeira parte do casamento judaico – o kidushin – inicia-se com uma bênção sobre um copo de vinho. É uma bênção de agradecimento e louvor ao Criador, que proporcionou a santidade do matrimônio. E ao pronunciá-la, atrai-se as bençãos Divinas sobre essa união. Tanto o noivo como a noiva bebem deste vinho. Todas as bênçãos durante o casamento são feitas sobre o vinho, pois este simboliza a vida.
A entrega da aliança pelo noivo e a sua aceitação pela noiva constitui o ato central do kidushin, efetivando o vínculo entre os dois. O noivo recita a frase que legitima o casamento – “Com este anel te consagro a mim, conforme a lei de Moisés e de Israel”, que vimos acima, em hebraico. Em seguida, diante de duas testemunhas, coloca uma simples aliança de ouro no dedo indicador direito da noiva. Depois é feita a
leitura ou menção da ketubá, conforme os hábitos de cada comunidade. A normatização do casamento durante a concessão da lei É sabido que a normatização do casamento bíblico vinculado ao Estado judaico, é data dado a partir da promulgação da lei de Moisés no Sinai.

Texto 1
” Eu te consagro a Mim para sempre. Eu te consagro a Mim em misericórdia e em julgamento, e em amor, e em retidão. Eu te consagro a Mim em fidelidade, e tu conhecerás Deus” (Oséias 2:21-22).

1.3 A concessão da lei, é considerada a quinta dispensação
Ela foi aprimorada a partir dos preceitos e mandamentos De Deus desde a época de Adão a Moisés. Suas instruções preliminares foram feitas no Sinai, época em que o casamento foi normatizado. Isto aconteceu mais ou menos em junho do ano de 1462 (K) a.C. (Ex 19:1-25). O texto logo abaixo, é a primeira citação sobre o casamento na lei de Moisés, é usado o verbo “tomar”, para se referir a união bilateral entre o homem e mulher. O que é ou no que consiste o casamento normativo? O casamento é uma união bilateral, ele é celebrado como um compromisso de amor entre um homem e uma mulher, que passou a ser realizado pelos judeus cerca do ano de 1461 (K) a.C.

Texto 1
E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de vós. (Lv 20:14).

Cumpre ressaltar, que existem evidências sugerem que ele surgiu a cerca de 4.350 anos e o primeiro casamento registrado foi em 2350 a.C, na antiga Mesopotâmia. As primeiras nações que popularizou o casamento, foram: os antigos hebraicos, os gregos e os romanos.

1.4 A lei do divórcio foi criado baseado no repúdio de um coração impiedoso
A lei do divorcio, foi permitido por Moisés, para proteger a mulher do uso abusivo da autoridade do marido sobre ela. Portanto, a permissão da carta de por motivo de repúdio, objetivava deixar a mulher livre de homens maus e improbidosos Jesus reconheceu diante dos fariseus a lei do divorcio, mas explicou que ele só foi permitida por conta da dureza e da impiedade do coração do homem. Este tipo de tolerância, não foi o ideal do projeto originário de Deus, mas do homem sem Deus no coração. A dissolução do casamento pelo divorcio por motivo de repudio, e como também a poligamia, não faziam e nem faz parte do projeto de Deus. “O coração de pedra” e “implantado um coração de carne” (Ez 36,26).

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