Manter seu relacionamento sadio com Deus, era uma das prioridades de Abraão. Ele mantinha essa comunhão independentemente das pessoas com quem ele convivia. Sem falar que ele sempre viveu entre várias nações que eram idólatras, mas não aceitava ser seduzido, e iludido para prestar culto aos deuses estranhos. O local para buscar a Deus para ele não importava; se na Mesopotâmia ou no Canadá. Para onde ele ia, levantava seu altar para cultuar a Deus. Vale ressaltar, que Deus não retirou Abraão da Mesopotâmia, para afastá-lo dos deuses estranhos. Pois entre os cananeus, entre os quais ele ia viver, era infestado de deuses para todo gosto. Resumindo: nada impedia que Abraão deixasse de oferecer seus sacrifícios ao Seu criador, e intercedesse em oração em favor do próximo (Gn 20:17; 18:22-33).
É interessante notar, que Deus não pedia que Abraão levantasse altar para poder se relacionar com ele. Todas vezes que Deus se revelava a ele, levantava um altar para oferecer holocausto para lhe agradecer Sua presença, e dizer que estava bem com Ele. Foi assim que ele fez, assim que Deus lhe apareceu prometendo a terra de Canaã pela primeira, quando já estava em solo sagrado, especialmente em Siquém, próximo aos carvalhais de Moré (Gn 12:6-7). E ao se mudar de Siquém, para a região que fica entre Betel e Ai, ele levantou outro altar, só para pediu a Deus sua bênção e proteção ao se estabelecer ali (Gn 12:8). Tempos depois àquela região foi assolada por uma grave seca, então ele viajou para o Egito (Gn 12:10-20, em busca de pastos para salvar seus animais. Ao voltar, fixou sua moradia novamente na mesma região de Betel e Ai, de onde partira anteriormente para o Egito; e assim que chegou, levantou novamente outro altar para se relacionar com Deus e pedir Sua bênção (Gn 13:4).
