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Já existe número relativamente grande de formulações biopesticidas no mercado, em nível mundial, para aplicação diretamente no solo, em sulcos de plantio ou diretamente nas plantas,  ou contra os mais distintos alvos. Entre os gêneros de fungos utilizados no controle de insetos destacam-se Metarhizium, Beauveria, Lecanicillium, Isaria, Hirsutella, Entomophthora e Aschersonia.
Entretanto, bactérias do gênero Bacillus merecem especial destaque entre os biocontroladores de insetos, especialmente B. thuringiensis e B. sphaericus. Produtos à base de B. thuringiensis são comercializados há mais de 50 anos. Existem hoje, no mercado, produtos para controle de lagartas, mosquitos e borrachudos. No controle biológico de doenças de plantas, grande parte dos agentes bacterianos estudados são Pseudomonas e Bacillus. Dentre as demais, incluem-se Agrobacterium radiobacter, Burkholderia cepacia e actinomicetos. Já entre os fungos, podem ser destacadas diversas espécies dos gêneros Trichoderma, Gliocladium, Penicillium, Lecanicillium, Conyothirium, Chaetomium e espécies de Pythium não fitopatogênicas. Algumas bactérias, como Pasteuria penetrans, e alguns actinomicetos têm demonstrado marcada ação contra nematoides, embora os microrganismos mais promissores para controle desses fitopatógenos sejam fungos, pela facilidade com que são isolados do solo e cultivados em meios artificiais para incorporação ao substrato em que as plantas são cultivadas. O controle biológico de plantas daninhas, por sua vez, vem sendo pesquisado há vários anos, e existem mais de 110 patógenos de planta com potencial para uso em espécies daninhas específicas. Créditos Embrapa.

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