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1. O culto ou a Festa do Dia de Expiação
A Festa principiada logo com os toques das Trombetas convocando o povo no dia primeiro do mês sétimo (Lv 23:23-25), para que eles começassem sua jornada de peregrinação em direção ao santuário central em Jerusalém. O Dia da Expiação, é conhecido também como o dia do perdão, era a época em que o sumo sacerdote fazia expiação para propiciação de toda nação israelita diante de Deus. Essa festa tinha a duração de sete dias, começava no dia quatro, que geralmente caia em um domingo, e ia até o dia dez ao sábado, do mês sétimo de Tishrei ou Etanim (Lv 23:27).
A festa do Dia da Expiação, consistia em imolar vários animais no sábado dia dez, para que os rituais fossem realizados de forma simultâneas. Eles eram divididos em dois atos importantes. Um era feito em favor do sumo sacerdócio, e o outro em favor da nação de Israel.

1.1 O ato cerimonial em favor do sumo sacerdote
Em primeiro lugar, esse cerimonial que era realizado favor do sumo sacerdote, começava com sua consagração, para que ele se tornasse apto para a tão esperada entrada ao lugar Santo, Dos Santos.

(A). Nessa consagração, a lei exigia do sumo sacerdote que ele vestisse logo a túnica de linho, as calças de linho para cobertura de sua carne nua, colocava sobre sua cintura o cinto de linho, o peitoral no peito e a mitra de linho sobre sua cabeça (Lv 16:4).

(B). Só depois disso, ele poderia imolar o novilho como oferta de expiação pelo seu pecado e por sua família, acrescido de um carneiro como holocausto, conhecido também como sacrifício de comunhão, pelo qual a pessoa era declarado justo, e introduzido diante de Deus, ganhando liberdade de se comunicar com Ele (Lv 16:3,6,11).

1.2 O ato cerimonial em favor da nação de Israelita
Depois do sumo sacerdote se apresentar ou se consagrar diante de Deus, era a vez dele realizar a segunda etapa do cerimonial de expiação simultaneamente, a favor de toda nação israelita. Para estarem aptos para esse cerimonial, eles começavam com um jejum desde o pôr do sol do dia anterior, ou sexta-feira, até a tarde do dia seguinte, ou sábado (Lv 23:32). Para esse cerimonial, o sumo sacerdote escolhia quatro animais: dois bodes, um novilho e um carneiro. Vejamos todos passos do cerimonial em favor da nação de Israel.

(A). Depois dele ter feito a escolha desses animais, ele lançava sorte sobre os dois bodes; um era escolhido como oferta de expiação ao Senhor Deus, e o outro representava o pecado do povo. O que fora escolhido para ser oferecido ao Senhor, ele sangrava, e em seguida colocava uma bacia abaixo da sangria, para colher o sangue do animal que seria derramado a base do altar dos holocaustos, e levado para dentro do véu, e com ele espargia o propiciatório (Lv 16:15-16). E assim ele fazia o mesmo com o sangue do novilho.

(B). E em seguida o sumo sacerdote pegava o sangue novilho que era para expiação dele e de sua família, como também do bode que era em favor da nação. Com o sangue de ambos os animais numa bacia, em primeiro lugar, ele pegava desse sangue e derramava a base do altar dos holocaustos e depois ele espargia sete vezes os chifres do altar dos holocaustos ou de bronze (Lv 16:18-19).

(C). Feito a consagração do altar de bronze, agora era a hora de maior tensão que ele devia entrar uma única vez no ano no lugar Santo, dos Santos. Para isso, a primeira coisa que ela fazia, era colocar fogo no seu incensário que continha os dois punhados de incenso aromático. Porque ele ao atravessar o véu, e se posicionar diante da Arca da Aliança do Senhor, ele tinha que entrar logo queimando incenso para não morrer diante de Deus (Lv 16:12-13).

(D). Logo após cobrir a Arca de incenso dentro do véu; com o sangue do bode e do novilho que levava na bacia (Lv 16:14-15), ele espargia com seu dedo oito vezes sobre o propiciatório (Lv 16:14-15). Uma vez no lado oriental, e sete vezes nas laterias para expiar o pecado do povo.

(E). Depois que o sumo sacerdote ao saia dos Santo do Santos, ele queimava sobre o altar a gordura do bode de expiação, como também a do novilho (Lv 16:25).

(F). Ainda dando prosseguimento ao cerimonial, o sumo sacerdote oferecia um carneiro como sacrífico de holocausto (Lv 16:5b), para introduzir a nação em comunhão diante de Deus.

(G). Em seguida ele autorizava aos levitas que pegassem as peles, as carnes e os excrementos do boi e o bode que foram imolados como pecado de expiação no altar dos holocaustos, e queimassem fora do arraial (Lv 16:27-28). Observe, que do novilho oferecido em favor do sumo sacerdote, e do bode em favor do povo, o que foram usados deles, foram apenas o sangue e a gordura diante de Deus. O restante devia ser tudo queimado no fogo fora do arraial. Já o carneiro do primeiro cerimonial, que foi para sua congregação, foi queimado toda sua carne e gorduras (Lv 16:5), exceto seu couro e suas fezes que eram queimados fora da tenda do Tabernáculo.

(I). Logo após o sumo sacerdote queimar as gorduras destes animais sobre o altar dos holocaustos, ele apresentava a Deus o bode vivo que fora sorteado para representar o pecado povo. No momento do ato, ele estendia suas mãos sobre o animal, como sinal de confissão e pedindo perdão pelo pecado de toda nação israelita (Lv 16:21).

1.4 Os objetivos do sacrifício do Dia de Expiação
O Dia da Expiação, era uma celebração que não tinha nenhuma relação com a escravidão do povo judeu no Egito, nem tão pouco com a jornada deles pelo deserto.
O objetivo dela, não era recordar sofrimento, dor ou peregrinação de uma vida campestre. Mas salvaguardar a salvação do homem da eminente condenação eterna trazida pelo pecado original, atendendo de forma abrangente o perdão do homem desde o primeiro sacrífico realizado por Deus no Jardim do Éden até a vinda do Messias, que realizou de forma definitiva a expiação do pecado do homem. Esse era o tipo de sacrifício realizado por Adão, Sete, Enos, Enoque, Abraão e pelos demais patriarcas que realizavam de forma individual, para obterem o perdão divino. Todavia, vindo a lei de Moisés, em vez do indivíduo oferecer um sacrifício de expiação por si mesmo, agora ele ganhou um mediador. Ele era a pessoa do sumo sacerdote, que tinha a função de lhe representar diante de Deus.

Ele nem só recordava o primeiro sacrifício realizado por Deus em favor do homem, com o objetivo de recuperá-los e trazer de volta sua comunhão com Ele que foi quebrada pelo pecado; mas seu ministério, e seus atos sacrificatórios pelos sacrifícios apontavam para Cristo (Hb 8:3).
Observe, que dos atos sacrificatórios normatizados pela lei de Moisés, o único que era apresentado diante da Arca da Aliança para expiar ou solicitar o perdão do homem diante do véu, era o sangue dos sacrifícios de expiações do novilho e do bode. Eles eram suficientes para aquele cerimonial expiatório feito pelo sacerdote, mas era apenas um paliativo de alcance limitado, que funcionava como uma regra tutorial, para manter o homem em comunhão, até que viesse o sacrifício de Cristo Jesus para resolver de forma definitiva a remissão do pecado homem que angustiava sua alma (Hb 13:11-13).

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