1. É inegável que todos os municípios ou condados em qualquer país ou federação do mundo, têm seus problemas de ordem sociais, e com o Brasil, não é diferente. E em se falando de pessoas que vivem em situação de rua, é um assunto bastante delicado e dilemático que precisa ser amenizado. E a má notícia, é que elas continuam crescendo em todo país, que se transformou em um grande desafio social, que precisa ser encarado por toda sociedade. E o sociólogo como cientista social, precisa estar consciente que ele faz parte deste dilema, e que deve dar sua parcela de contribuição neste sentido. Seguindo este raciocínio, ele pode ajudar a detectar quais são as causas de tantas ocorrências de cidadãos brasileiros que escolheram ou foram forçados a fazer das ruas, praças e viadutos de nossas cidades como suas casas. Só assim será possível combater a situação a partir da origem. Feito isso, se faz necessário analisar se existem políticas públicas do município voltadas às pessoas em situação de rua, se foi repressão familiar, preconceitos, doenças psíquicas e deslocamento forçados, dentre outros motivos que levaram essas pessoas a viverem em tal situação. Estes seis aspectos fatoriais, podem ser nortes por onde o sociólogo deve começar para detectar se eles são a raiz do problema. Só depois partir para a solução de cada caso individualmente.
1.1 Entendemos que uma vez ao sabermos do agravamento da situação das pessoas em situação de rua, se faz necessário que em primeiro lugar, se faça uma aprofundada investigar para saber se o município tem programa de políticas públicas voltada ao este público-alvo e saber se ele tem receita suficiente que possa atender a demanda destas pessoas que dependem deste tipo de amparo social. Por outro lado, precisamos observar se o município se encaixa nestes dois aspectos. Se assim for, é hora de procurar saber se as políticas públicas estão sendo negligenciadas que visam prestar assistência adequada a essa população carente. Em segundo lugar trabalharemos para detectar se as verbas que são destinadas a este público estão sendo desviadas para outro setor. Feito, caso se configure como verdade, tentaremos por meio do diálogo, conscientizar aos agentes públicos, que este é um dilema que deve encarado com seriedade, e que não pode ser adiantado, mas tratado como uma das prioridades dos munícipes, que visa reconhecer e trazer de volta da dignidade humana, sendo o mínimo que possamos fazer.
1.2 Além disso, teremos outro grande desafio para tentar descobrir se o aumento das pessoas em situação de rua tem sua origem na repressão familiar, ou algo parecido. Pois é de nosso conhecimento que existem nos municípios brasileiros, muitas famílias que estão desestruturadas por conta do usos de bebidas alcoólicas, entorpecentes, etc. Aqui, ver-se tratar de um dilema muito delicado que o sociólogo precisa se ater, pensando empaticamente para tentar reverter e resolver a situação dos casos que já foram devidamente identificados. Sendo assim, já temos meio caminho andado. Subsequente, é hora de procurar o poder público municipal, as associações de moradores, as igrejas e os institutos sociais do local caso eles existam, para tratar o assunto, visando criar mecanismo que solucione tal problema. Cumpre ressaltar que, se o problemas estiver relacionado com alcoolismos e drogas, eles devem ser submetidos a tratamentos médicos. E por último, se ele estiver ligação direta com litígios familiares, procurar conciliação para fazer a inserção deste morador de rua ser novamente integrado ao seio de sua família.
1.3 Levando em consideração a delicadeza deste tipo de situação problemática, trabalhamos em uma terceira via, a do preconceito. Pois desde a colonização do Brasil, se instalou ao longo dos séculos contextos hierárquicos, que findou criando de forma sistêmica o racismo estrutural em solo brasileiro. Estes aspectos contribuíram para a formação de um mal mental hostil sistêmico por parte de grupos sociais, que têm visões distorcidas dos direitos e da dignidade humana. Ele uma herança maldita da colonização, que têm gerando intolerância racial, racismo, homofobia, xenofobia, sexismo, discriminação religiosa e de cor, preconceito linguístico e elitismo, estigmas, violência e por conta de vulnerabilidade financeira, etc. Nesta via, o papel do sociólogo, deve mobilizar os órgãos competentes e a sociedade em geral, para uma ampla discussão sobre o tema, e conscientizá-los de que este mal precisa ser combatido e resolvido definitivamente. Visto que que tal mal, têm suas características originárias em estereótipos, crenças infundadas, na ignorância, não em fatos. Embora isso aconteça frequentemente em oculto, tornando difícil de punir os culpados, mas este mal precisa ser resolvido.
1.4 Por outro lado, investigaremos se as pessoas que estão morando nas ruas, foram motivadas a sair de casa por motivos de doenças físicas, transtornos psicológicos ou genéticos. É de nosso conhecimento, que grande parte das pessoas que sofrem com doenças mentais, vivem vagando pelas ruas e praças e não querem conviver com seus familiares. Diante deste quadro, o sociólogo deve voltar também sua preocupação para esse tipo de público, visando recuperá-los ou pelos menos dar um tratamento digno como pessoa humana. Sendo assim, caso sejam identificados pessoas que se enquadram nestas duas listas de sua pesquisa, ele deve procurar os órgãos do municípios ou até mesmo do Estado para tratar do assunto, e ver o que pode fazer retirar das ruas por meio de internação hospitalar ou em casas de apoios a fim de retirá-los desse estado de abandono. E em último, procurar os familiares para tentar de alguma forma integrá-los ao seio de suas famílias.
1.5 E se nenhum caso foram identificados pelas nossas quatro vias de investigações científicas anteriores foram esgotadas, temos como última alternativa, tentar descobrir se a causa das pessoas que estão em situação de rua, teve como motivação o deslocamento forçado por falta de moradia ou porque foram expulsos ou rejeitados por algum motivo pelas suas famílias. Entendemos que, uma vez que observamos que o deslocamento forçado, é uma das causas do gradativo aumento das pessoas em situação de rua, chegou o momento de procurar as autoridades do município, e propor um programa de moradias para tentar amparar quem vive nesta situação. Por outro lado procurar as associações de moradores e propôr um grande para juntos construírem casas populares para quem está desalojado. Cumpre lembrar, iremos procurar mentes brilhantes para fazer de nosso grande projeto de ressocialização dos mais vulneráveis.
1.6 Como todos podem ver, trabalhamos em nosso estudo de caso cinco recortes para tentar buscar respostas do crescente aumento de moradores de rua do município alvo de nosso monitoramento investigativo. Como por exemplo: a repressão familiar, as políticas públicas, os preconceitos, as doenças e transtornos psicológicos ou genéticos e o deslocamento forçado. Logo após a detecção do problema, é hora de fazer nosso relatório de tudo o que conseguimos descobrir, e informar as autoridades competentes de tudo o que está acontecendo dentro do município da detectar alvo de nossa pesquisa científica. Feito isto ao ver a situação social que vive o município de nossa responsabilidade é hora de partir para a solução do problema. O CadÚnico, que é o cadastro do Governo Federal voltado às políticas públicas para a área social, a situação de muitos municípios brasileiros vivem um dilema social assustador. Segundo o órgão, as pessoas que ocupam as ruas, praças e viadutos, entre cada 10 pessoas, da população em situação de rua, 7 se identificam como negras. Se não bastasse o estado deprimente destas pessoas, alguns representantes políticos preferem fazer política eleitoral com o dinheiro público do investir no lado social. Por outro lado, elas são consideradas pela sociedade como invisíveis. E a pior notícia, é que muitos acadêmicos abordam muito pouco em suas literaturas sobre a temática. Diante disto, o sociólogo deve mobilizar os demais profissionais em educação, o Governo Municipal, as associações e as igrejas para uma ampla campanha para mobilizar toda sociedade local para resolver o problema das pessoas em situação de rua.
REFERÊNCIAS BIOGRÁFICAS
Metodologia de Intervenção SócioEducacional-Cultural
Publicacao expressa TD_2944 A população em situação de rua.
