Os critérios adotados para a escolha do método de conservação são as características intrínsecas (fisiológicas, físicas, químicas, reprodutivas e ecológicas) das sementes. Considera-se, igualmente, a finalidade da conservação em curto, médio ou longo prazo, assim como a disponibilidade de infraestrutura, recursos financeiros e mão de obra.Semente ortodoxa é tolerante à desidratação a teores de água muito baixos e ao congelamento em temperaturas ultrabaixas como -18 °C e -196 °C. Semente com esse comportamento fisiológico é conservada por longo prazo em banco convencional de germoplasma semente e em banco criogênico.
Semente intermediária tolera parcialmente a desidratação. Dependendo da espécie, a dessecação pode ser conduzida até valores aproximados de 10% de teor de água. Entretanto, semente com esse comportamento fisiológico para fins de conservação é sensível ao congelamento em temperaturas subzero. Sobrevive por período de tempo de até 1 ano sem perda de germinabilidade em baixas temperaturas (5 °C, 10 °C e 15 °C). O melhor método para a conservação de semente com essas características é a criopreservação da semente inteira em nitrogênio líquido (-196 °C), resgatando-se seu eixo embrionário e regenerando-o in vitro, ou a conservação in vitro em condições de crescimento lento e a criopreservação de estruturas vegetativas da espécie. Semente recalcitrante apresenta intolerância variável à desidratação e sensibilidade ao congelamento em temperaturas subzero.
Sobrevive por períodos de tempo inferiores aos das sementes intermediárias em baixas temperaturas. O melhor método para a conservação de semente com essas características são as mesmas descritas para semente intermediária (Rao et al., 2007; Hay; Probert, 2013). Créditos Embrapa.
