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Este é um tema controverso e que possui vasta bibliografia. No caso das plantas, a resposta geralmente é fornecida para “espécies cultivadas”, que formam o mais tradicional grande grupo de recursos genéticos, ou para “espécies silvestres”, um grupo de importância crescente (Lleras, 1988; Walter et al., 2005). No caso de animais,
em sua maioria o foco se dá para espécies domésticas e, em menor número, para espécies nativas não domesticadas. Tanto para espécies de plantas cultivadas, silvestres ou para animais, devem-se definir quais espécies serão coletadas, priorizando aquelas que possam ser adequadamente conservadas exsitu; as que possam mais facilmente ser utilizadas em programas de melhoramento genético; e aquelas que estejam ameaçadas.

É fundamental a definição das áreas onde se realizará a coleta, com base na distribuição conhecida da espécie. Se a área de distribuição for grande, devem-se priorizar locais onde mais espécies (parentes silvestres e espécies afins) possam ser encontradas, se possível buscando explorar os centros de diversidade e, teoricamente, também os centros de origem. Como recomendação prática geral, para plantas é mais importante amostrar o máximo de locais (sítios/populações) do que amostrar o número teoricamente ideal de plantas ou germoplasma por local, com amostras tão grandes quanto possível. Para animais, recomenda-se coletar germoplasma de indivíduos que venham contribuir para a conservação da diversidade da raça/espécie no banco. Créditos Embrapa.

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