Essa expressão se refere a certos manuscritos que contêm os primeiros cinco livros da Bíblia, a única parte das Escrituras que os samaritanos aceitavam como sagrada. (Veja SAMARITANOS.) O texto do Pentateuco samaritano não é uma tradução. Na verdade, ele é uma transliteração do Pentateuco hebraico original feita pelos samaritanos. Nessa transliteração, eles usaram seus próprios caracteres (uma versão dos caracteres hebraicos usados antes do exílio em Babilônia) e algumas expressões idiomáticas samaritanas.
Os manuscritos do Pentateuco samaritano mais antigos disponíveis hoje são datados dos séculos 9 e 11 d.C. Mas os estudiosos acreditam que os manuscritos originais foram produzidos muito antes, entre os séculos 4 e 2 a.C. Cópias desses manuscritos foram sendo passadas entre os samaritanos de geração em geração, sem sofrer a influência dos copistas judaicos.
O Pentateuco samaritano é útil porque contém algumas diferenças com relação ao texto hebraico massorético que estão de acordo com o texto de outros manuscritos, como a Septuaginta grega. Às vezes, essas diferenças ajudam a esclarecer o significado de certos versículos bíblicos. Em Gên 4:8, por exemplo, o Pentateuco Samaritano e outras versões bem antigas das Escrituras incluem a frase “Vamos ao campo”, que não aparece nos manuscritos hebraicos disponíveis hoje. — Para mais informações sobre o Pentateuco samaritano, veja a nota de estudo em Jo 4:20.
Samaritanos
O termo inicialmente se referia aos israelitas do reino das dez tribos, ao norte. Mas, depois que os assírios conquistaram Samaria em 740 a.C., o termo passou a incluir os estrangeiros que eles levaram para lá. Nos dias de Jesus, o nome tinha perdido a conotação racial ou política. De maneira geral, referia-se aos membros da seita religiosa que ficava na vizinhança das antigas cidades de Siquém e Samaria, e que defendiam certas crenças bem diferentes do judaísmo. — Jo 8:48.
