A coleta de germoplasma pode objetivar o uso imediato do germoplasma, ou visa garantir material genético para uso futuro (Lleras, 1988; Walter et al., 2005). Para plantas, o uso imediato do germoplasma é a razão mais tradicional para se coletar. A coleta pode ser realizada por agricultores visando à troca de materiais (por exemplo: diferentes variedades de milho, arroz, algodão ou plantas ornamentais), por pessoas que colhem sementes de árvores para plantios em arborização ou jardinagem, ou ainda por fazendeiros que buscam sementes para abastecer projetos agrícolas ou silviculturais de maior vulto. Viveiristas incluem-se entre os coletores que buscam germoplasma para uso imediato, pois colhem o material para plantio e multiplicação, objetivando sua posterior comercialização por meio de mudas ou plantas produzidas.
Nas empresas governamentais, a coleta para uso imediato geralmente significa a incorporação do germoplasma em algum programa de melhoramento genético ou programa de seleção de variedades. No trabalho com recursos genéticos, a conservação exsitu demanda coleta de germoplasma para uso futuro. Essa coleta pode ser feita tanto buscando populações, ou espécies, que estejam em áreas onde a vegetação se encontra sob risco de desaparecimento, quanto em populações (espécies) cujo germoplasma seja de interesse real ou potencial, e que possa ser adequadamente estudado, conservado e utilizado em momento oportuno. Para animais, coletas para uso imediato visam o manejo dos rebanhos em programas de conservação e melhoramento. As coletas para uso futuro visam o enriquecimento de bancos de germoplasma e geralmente estão associadas à preservação da variabilidade genética das raças e espécies em risco de extinção, ou inseridas em programas de melhoramento intensivos, de forma a tornar possível a restauração de uma raça ou a introdução de características de interesse que possam ser perdidas em um processo de seleção desordenado. Créditos Embrapa.
