1. A comunhão como princípio doutrinário
A comunhão como princípio doutrinário. Ela é uma doutrina que contribui diretamente na ativação e reativação do relacionamento entre os sujeitos. O papel fundamental dela é trabalhar no melhoramento do contexto relacional entre duas pessoas por meio de uma aliança bilateral. Entende-se que qualquer que seja uma aliança voltada ao relacionamento entre dois sujeitos, o objetivo dela é unir e tornar mais compacta a interação entre ambos por meio de ligações covalentes, que é quando acontece a atração pela reciprocidade entre os objetos e sujeitos enquanto indivíduos. É ela que mantém os corpos unidos por meio de alianças bilaterais, quando cada uma das partes cumprem com seus compromissos no acordo. É aqui que vemos a importância deste princípio doutrinário entre Deus e o homem, e entre um homem e uma mulher. É inegável que esta doutrina está bem situada no contexto do lado sagrado.
1.1 Qual é o sentido do conceito de comunhão?
A princípio a ideia que se tem de comunhão, sugere: que ela é o ato ou a ação da realização de algo em conjunto; onde existe a participação conjunta de um grupo ou comunidade, que estão unidos por interesses comuns para cumprir determinada tarefa na conquista de um sonho que venha beneficiar a todos indistintamente. Entende-se que neste sentido as partes combinam-se e interagem de forma síncrona para o amadurecimento e cumprimento da bilateralidade que fora acordado durante a celebração do reatamento do ajuntamento dos objetos, substâncias ou indivíduos enquanto pessoas humanas. Sem a comunhão não existe ligamento dos corpos em qualquer área espacial do tempo.
1.2 Qual é o sentido canônico do conceito de comunhão?
O que se apreende sobre o conceito de comunhão no sentido teológico, é o ligamento do homem com Deus e entre os humanos. Muito embora ele tenha um sentido bastante abrangente no lado sagrado, restringiremos nosso recorte dentro das Escrituras Sagradas. O entendimento que temos sobre o que vem ser a comunhão como princípio doutrinário canônico, é que ele se refere ao lado do relacionamento do homem com Deus nas pessoas de Messias e do Espírito Santo. E a princípio isto é feito pela aceitação da companhia de ambos para fazer parte de nossa vida, por meio de uma aliança bilateral. E a melhor maneira de fazer isto é se comunicando com Eles por meio de gestões e ações no momento que estão sendo cultuados individualmente ou em coletividade. Normalmente a comunhão é mantida secretamente entre o cultuador e o cultuado. Mas existem atos públicos que são realizados em cultos ou assembleias públicas. E tais cultos são os mais variados tipos ou modalidades que foram normalizados por leis ou foram criados pelo homem pela influência cultural de cada época. Assim sendo, a comunhão é o ajuntamento entre Deus e o homem, que eles constroem em torno de si laços de companhia que caracteriza na harmonia ou o modo de sentir pertencendo um ao outro. Subsequentemente, todos se identificam um com outro defendendo os mesmos ideais em comunhão.
Resumindo: a doutrina da comunhão é ato ou o efeito de comungar, desenvolvendo amizade para defender algo em conjunto pelo interesse compartilhado de forma individual ou coletiva. É pela comunhão que os sujeitos expressam sua união ou ligação pelo acordo que foi estabelecido para andarem juntos. Se uma das partes quebrar as regras da bilateralidade da aliança, a comunhão será quebrada. A etimologia da origem da palavra comunhão, é de origem latim “communio,onis”, que significa associação em comunidade.
1.3 Os aspectos da comunhão
É óbvio que quando o assunto é a comunhão, a primeira pergunta que fazemos, é: como podemos saber ou ver a presença da comunhão na vida de alguém ou em uma comunidade? A resposta é simples. Ela é vista pelos aspectos íntimos que não podem ser inseparáveis de sua função, que promover a união e reunião. Como já falamos anteriormente, a comunhão nasce de uma aliança bilateral. Entretanto, seu nascimento pode vir de três formas diferentes, como por exemplo: ela nasce interiormente entre Deus e o homem, nasce verbalmente e formalmente entre os homens. Qual que seja a procedência de seu nascimento, mais cedo ou tarde os celebrantes dela estarão na responsabilidade de revelá-la no lado exterior o seu aspecto físico na prática. Os aspectos da comunhão funcionam como regras que não permitem que os participantes permaneçam no anonimato e nem viva de aparência, mas que são obrigados a expressá-la no seu processo durativo ou cessativo.
1.4 O aspecto misterioso da comunhão
Vimos que quando Paulo fala da comunhão a igreja em Éfeso, ele coloca um ponto invisível que o chamou de mistério. O que ele quer dizer, é que a comunhão era uma doutrina até aquele tempo, um mistério que precisava ser melhor compreendida para que por meio dela o homem possa usufruir dela de forma plena. E só agora ela é melhor entendida. Pois muconceituaçãoitos de seus aspectos eram encobertos, como erro o caso da unção de Deus que era um privilégio apenas da tribo de Levi. Mas depois que o véu do tempo se rompeu, abrindo-se um caminho de acesso para o homem gozar da unção de forma igualitária (Efésios 3:9).
1.5 A comunhão no Espírito
É preciso entender, que quando o apóstolo Paulo fala da comunhão no Espírito, ele não está se referindo somente a comunhão que temos pelo ligamento de uns com outros pelo Espírito Santo, mas ele se refere sobre o elemento identificador conhecido como união que vem pelo discernimento no lado espiritual. Pode ser entendido como aquele toque agudo que vem da comunicação interior que é difícil de ser explicado, mas apenas experimentado interiormente (1 Coríntios 2:15). Este é um tipo de experiência que só sabe quem sente. (Filipenses 2:1-2).
1.6 A particularidade da comunhão
Em se falando de comunhão, não podemos esconder, que existe especificidade no contexto da comunhão entre o homem e Deus. Este é um lado que desperta em Deus o chamado ciúme zeloso. Pelo texto escrito pelo evangelista João (1 João 1:3), ele dá a entender, que quando a comunhão ganha nível de maturidade, ela tende ganhar particularidade no que tange a construção da amizade e do companheirismo. É aqui que quando o assunto é fazer amizade com Deus para construir um relacionamento sólido, Ele quer particularidade. Ou seja, para o homem entrar em aliança bilateral para entrar em comunhão.
Para termos uma ideia, na construção desta comunhão com Deus, Ele não aceita que Sua glória e adoração seja dividida e compartilhada com outros deuses ou com outras amizades que comprometa a comunhão com Ele. É neste sentido, João quer dizer, que depois de mantermos comunhão com Deus, não temos mais comunhão com o mundo profano. Sendo assim, a maneira de cultuar, e usar os elementos do culto não pode ser misturado.
1 Coríntios 10:16,21).
→ Vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa
comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. (1 João 1:3).
→ Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. (1 Coríntios 10:16,21).
1.7 A luz é um dos aspectos identificadores da comunhão
É indiscutível que a luz é um dos aspectos que ajuda identificar que cristão vive em comunhão com Deus (1 João 1:7). Sabemos que em qualquer lugar que ele estiver ele será identificado, e jamais poderá permanecer anônimo aos olhos do público. Essa é uma realidade que foge de nosso controle. É inegável que somos reconhecidos e identificados pelo nosso linguajar, pelo que usamos e pelo nosso caráter por onde andamos. Não será difícil identificar um cristão onde ele estiver por várias razões. Jesus narrou três parábolas que nos fornece informações suficientes que podem ajudar na identificação de qualquer um de seus servos onde eles estiverem. São elas: a parábola do Grande Banquete, das Bodas do Filho do Rei e a Parábola das Dez Virgens.
1.8 O relacionamento faz parte da comunhão com Deus
É sabido que a comunhão, trata-se na comunicação e afetividade entre dois ou mais sujeitos por meio relacionamento que caracteriza o convívio social interativo dentro e fora do ambiente profissional ou cotidiano. No entanto ela pode ser quebrada, trazer ruptura entre estes sujeitos e consequentemente pode causar afastamento de ambos em vários sentidos. E isto significa que o relacionamento faz parte da comunhão de uma comunidade. E com a igreja primitiva não foi diferente. Dados de Atos e das Epístolas, dão contas de que a igreja primitiva gozava de um relacionamento sadio. E este era um dos motivos que ela crescer exponencialmente.
