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No contexto da resistência sistêmica, fitormônios produzidos por certos microrganismos podem atuar como estimulantes do sistema imune das plantas, interferindo no funcionamento dos principais sistemas de defesa vegetal. Dentre esses, destacam-se a resistência sistêmica adquirida (SAR) e a resistência sistêmica induzida (ISR).

SAR é uma via de largo espectro, que depende do ácido salicílico e não apresenta especificidade à infecção inicial, tendo efeito, principalmente, contra patógenos biotróficos. Geralmente, a capacidade de defesa da planta é adquirida após a primeira infecção por um microrganismo não patogênico que leva a uma morte celular programada por meio do acúmulo de ácido salicílico e secreção sistêmica de proteínas antimicrobianas PR (relacionadas à patogênese) que protegem a planta contra infecções secundárias por um período de semanas a meses. Essas protegem a planta contra infecções secundárias por um período de semanas a meses.

Enquanto a SAR é dependente do ácido salicílico, a ISR é dependente do ácido jasmônico e da sinergia com o etileno. Essa via reforça o sistema de defesa de toda a planta e sofre regulação durante a colonização das raízes por microrganismos mutualistas.

A razão entre ácido jasmônico e etileno induz a expressão das enzimas quitinases e ß-1,3-glucanases que degradam as paredes celulares, principalmente de fungos fitopatógenos que aumentam a expressão da enzima fenilalanina amônia-liase que promove o acúmulo de lignina nos tecidos próximos ao local da infecção, além de peroxidades que produzem espécies reativas de oxigênio com ação antimicrobiana. Além disso, a resistência induzida pelo ácido jasmônico pode ser desencadeada nas partes distais ao dano na planta, levando à produção de substâncias repelentes, antinutritivas, compostos tóxicos que ajudarão a planta a se proteger aos ataques futuros. Os microrganismos indutores da via ISR são geralmente rizobactérias promotores de crescimento de plantas, destacando-se Pseudomonas, Bacillus, Serratia e Azospirillum. Alguns microrganismos podem exercer a indução da resistência em diferentes espécies de plantas, enquanto outros apresentam especificidade para uma determinada planta hospedeira, o que sugere a necessidade de reconhecimento do microrganismo por parte da planta. Créditos Embrapa.

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