1. Compreende-se como educação integral, a concepção de que a educação deve ser para todos, independentemente da regional ou localização territorial. É sabido que ainda existe em muitas escolas brasileiras, métodos de ensinos tipicamente tradicionais, que fazem dos alunos meros espectadores de aulas com estilos de livrescos escolásticos. Todavia para mudar está situação, se faz necessário abolir algumas barreiras políticas e culturais e atitudinais, para poder implantar a inclusão integral: ampliando os espaços, usando os macrocampos e criar projeto para sua inclusão educacional integral.
1.1 Sabe-se que ampliar os espaços escolares onde os alunos possam interagir, é um dos pontos que não pode ficar de fora de sua inclusão integral escolar. Pois é nestes espaços que a escola pode oferecer momentos esportivos e lazer, salas para criações artísticas e culturais, salas instrumentos tecnológicos para pesquisas, musicalidade. Este é o lado que a escola e os profissionais precisam levar ao conhecimento dos gestores públicos, para que eles sejam conscientizados da importância do arejamento dos ambientes escolares. Entende-se que este é ponto crucial que as escolas brasileiras estão enfrentando ao longo dos anos por falta de vontade política.
1.2 É notório que não basta criar um ambiente com espaços grandes, para recepcionar os alunos e confina-los dentro dele o dia todo. É imprescindível que para fazer a inclusão integral do aluno, é preciso trabalhar vários macrocampos como ferramenta dentro do contexto escolar educacional. Dentre eles, destacam-se: o acompanhamento pedagógico, aulas de campo, trabalhar os direitos humanos em educação, ensinar artes e cultura, dar acesso a tecnologia digital, trabalhar a educomunicação e promover a saúde física e mental do aluno. Considera-se estes macrocampos o mínimo na ação da prática pedagógica curricular do discente.
1.3 Além disso, se faz necessário criar projeto de inclusão social coletivo compartilhado no que diz respeito ao desenvolvimento de atividades interativas, integração do conhecimento científico e dos saberes, a partir do ensino e da aprendizagem escolar e profissionalizante; com o objetivo de potencializar as suas capacidades intelectuais, sem excluir sua associação do ambiente escolar, dos gestores e educadores escolares e da família. Assim sendo, todos os alunos estão passando a ter acesso aos espaços inclusivos que eram destinados para poucos.
1.4 Como se pode ver, é importante que esta integração venha garantir o pleno desenvolvimento dos alunos nas dimensões: intelectual, física, emocional, psicológica, social, cultural e linguística. A ideia é que a escola, os educadores e os gestores educacionais, estejam focados no ensino educacional para formação de sujeitos mais críticos, autônomos e responsável consigo mesmos, tendo conhecimento de mundo, dando a eles a possibilidade de contribuir e mudar situação do ensino tradicional que já não se encaixa mais no ensino da didática pedagógica na sociedade contemporânea.
