O que é conservação in situ?
A conservação in situ (que significa “no local”) aplica-se tanto à conservação da biodiversidade, quanto aos recursos genéticos associados, incluindo fatores culturais relacionados às populações humanas que fazem uso desses recursos. É o tipo de estratégia utilizada para a conservação de espécies de plantas, animais e microrganismos nos locais onde eles ocorrem, quer seja de forma espontânea na natureza (nativos), quer seja nos locais onde se adaptaram sob influência humana, quando se trata de espécies domesticadas ou cultivadas.
Por que conservar in situ?
A conservação in situ tem por finalidade básica a conservação dos ecossistemas e, por conseguinte, a manutenção ou a restauração de comunidades, ou populações viáveis de espécies autorreguladas em seus meios naturais, de modo a garantir a continuidade dos processos evolutivos das espécies e ambientes ao longo do tempo. No caso das espécies domesticadas ou cultivadas, a conservação in situ serve ainda à preservação dos conhecimentos tradicionais associados, às tradições e práticas relacionadas ao manejo e ao uso e à conservação dos recursos ambientais e biológicos. Uma vez preservada a funcionalidade dos agroecossistemas, preservam-se os mecanismos e processos ecológicos (como interações predador-presa, planta-polinizador, planta-dispersor, parasita-hospedeiro, planta/animal-homem, dentre outros) e, por conseguinte, plantas, animais e microrganismos associados. Além disso, ela permite a manutenção de espécies cujo potencial de uso ainda é desconhecido da ciência na alimentação, medicina, cosmética, engenharia e em outras áreas. Créditos embrapa.
