Ambientes extremos, por definição, compreendem aqueles cujas condições físicas e químicas impedem o desenvolvimento de organismos que possuem rotas bioquímicas bem conhecidas. Assim, ambientes com alto nível de salinidade, extremos de temperatura (altas ou baixas), ambientes subterrâneos (gelo ou rochas) e fissuras subterrâneas com atividade hidrotérmica (temperatura e pressão muito elevadas) atraem a curiosidade científica sobre as estratégias físicas, bioquímicas e moleculares que permitem a existência e sobrevivência de organismos denominados extremófilos, pelas suas condições desfavoráveis às formas de vida mais abundantes. Por serem as formas mais antigas de vida no planeta, parece óbvio, do ponto de vista evolutivo, que esses extremófilos são capazes de indicar como a vida se originou e se adaptou às mais diversas condições ambientais. Além disso, os trabalhos científicos têm indicado que algumas estratégias de sobrevivência particulares dos extremófilos, principalmente a versatilidade metabólica na produção de moléculas adaptadas e a robustez de seus biocatalisadores, podem se tornar uma grande fonte de novas aplicações biotecnológicas, principalmente em processos industriais em que essas condições mais extremas são importantes para acelerar determinados bioprocessos. Créditos Embrapa.
17 abril, 2026
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