Embora os primeiros relatos da supressão de fitopatógenos por agentes microbianos tenham sido verificados há cerca de 100 anos, na prática o controle biológico de doenças de plantas é mais recente, tendo sido proposto na década de 1960. Na ocasião, duas estratégias de controle foram sugeridas: aumento das populações de inimigos naturais ou antagonistas e introdução de linhagens selecionadas de agentes de controle biológico. Desde então, a maioria das pesquisas foram dirigidas à segunda estratégia, consistindo basicamente na seleção de antagonistas eficazes e desenvolvimento de bioprodutos baseados em linhagens únicas, consideradas efetivas em condições experimentais. Atualmente, três diferentes abordagens de controle biológico são consideradas as principais:
• Redução da população do patógeno, utilizando-se antagonistas que destroem e/ou reduzem o vigor e a agressividade do patógeno.
• Proteção da superfície da planta com microrganismos estabelecidos em ferimentos, em folhas ou na rizosfera, em que eles funcionam como barreiras aos patógenos, por meio de ação competitiva, antibiótica ou parasítica.
• Estímulo a resistência sistêmica da planta pelo estabelecimento de agentes não patogênicos dentro da planta ou em áreas infectadas.
14 abril, 2026
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