Esta é uma pergunta ampla, cuja resposta vai variar de acordo com a região do País e, mais especificamente, com o bioma em questão. Os seis biomas brasileiros espelham floras diferenciadas, que contêm inúmeras plantas de interesse atual ou potencial, que podem ser alvo de coleta. A flora fanerogâmica nativa do Brasil atualmente conta com 33.136 espécies (33.106 angiospermas e 30 gimnospermas), e a Mata Atlântica comporta cerca de 15.550 delas; o Cerrado, 12.445; a Amazônia, 12.170; a Caatinga, 4.885; o Pampa, 1.905; e o Pantanal, 1.385 espécies (Flora do Brasil 2020, 2018). Considerando esses elevadíssimos números de riqueza florística, cada bioma possui seus endemismos, ameaças a determinadas espécies, peculiaridades sociais, agrícolas e fitogeográficas. Todas essas são características relevantes para que se envidem esforços de coleta e conservação. O grau de ameaça antrópica (p. ex. risco de extinção), possibilidades de uso em programas conservação e melhoramento genético, necessidade de ampliação de conhecimentos taxonômicos e botânicos em geral e a própria antecipação a fatores extrínsecos como o aquecimento global são critérios que podem ser usados para priorizar a coleta de germoplasma.
25 novembro, 2025
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