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Inúmeras substâncias com ação estimuladora sobre as plantas são produzidas por microrganismos e podem promover o aumento do comprimento e área de superfície das raízes. O ácido-indolacético (AIA) é o mais abundante na família das auxinas, e cerca de 80% das bactérias rizosféricas podem sintetizá-lo. Além da auxina, muitos microrganismos podem produzir formas de citocinina que estão envolvidas na germinação de sementes e formação inicial dos ramos, bem como na formação de nódulos durante a fixação de nitrogênio. Outro regulador de crescimento é a giberelina que pertence a um grupo composto por mais de 130 moléculas envolvidas na divisão e elongação celular dentro do meristema apical.  O ácido abscísico, por sua vez, está envolvido nas respostas das plantas aos estresses bióticos e abióticos, juntamente, com o etileno. O ácido abscísico é responsável pela inibição da germinação das sementes e florescimento, proteção contra seca, estresse salino e de metais tóxicos. Já o etileno é um hormônio gasoso que também atua em condições de estresses abióticos e estresse por ataque de patógenos; sendo produzido a partir da conversão do S-adenosilmetionina a 1-aminociclopropano-1-carboxilato (ACC) pela atuação da enzima ACC sintase. Alguns microrganismos da rizosfera são capazes de degradar o ACC secretado pelas raízes das plantas, o que diminui o nível de ACC e de etileno na planta e, consequentemente, seu estresse. Créditos Embrapa.

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