O tamanho efetivo populacional pode ser estimado de várias maneiras. O tipo mais comumente utilizado em conservação e melhoramento genético é o tamanho efetivo da variância nas frequências alélicas por causa da deriva. Esse parâmetro é considerado um dos mais importantes para orientar as estratégias de amostragem e seleção de programas de conservação e melhoramento genético. O tamanho efetivo populacional é inversamente proporcional ao grau de endogamia, ou seja, ao parentesco médio dos indivíduos de uma população. Quanto maior o parentesco, maior o grau de endogamia da população, e menor o tamanho efetivo populacional. Trata-se do número de indivíduos que efetivamente contribui no cruzamento e na manutenção da população. A estimativa do tamanho efetivo populacional, a priori, pode evitar perdas de alelos em razão da amostragem genética, principalmente em populações pequenas. Para evitar essas perdas, deve-se monitorar o número de populações, progênies e indivíduos amostrados. Isso garantirá o sucesso dos programas de conservação e melhoramento. Para espécies dioicas, a taxa sexual deve ser mantida em torno de 0,5, ou seja, a mesma proporção de macho e fêmea. Em espécies de cruzamento misto e autógamas, o esforço de amostragens deve ser maior para manter um tamanho efetivo populacional adequado. Esse parâmetro pode ser estimado para vários objetivos de uma pesquisa. Para cada situação, o enfoque de representatividade será diferente por causa das diferenças reprodutivas e demográficas de uma espécie. O objetivo de se estimar esse parâmetro é manter a diversidade genética de uma espécie dentro de diferentes populações ou BAG. Créditos Embrapa.
4 abril, 2026
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