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Como estratégia geral, para espécies cultivadas com pouca ou nenhuma informação disponível a respeito da estrutura genética da espécie-alvo, podem-se adotar as seguintes recomendações gerais (Ford-Lloyd; Jackson, 1986; Guarino et al., 1995; Walter; Cavalcanti, 2005b; Walter et al., 2005; Walter, 2010):

• Amostrar cerca de 50 populações por área ecogeográfica, ou durante uma expedição.
• Amostrar cerca de 50 indivíduos em cada população.
• Amostrar os indivíduos aleatoriamente em cada sítio, com amostras separadas para microambientes distintos.
• Amostrar sementes, ou materiais vegetativos, suficientes por planta, a fim de assegurar a representação de cada planta original em possíveis duplicatas.
• Para conservar variabilidade de espécies alógamas, coletar sementes extensivamente e de forma casualizada em cada população, com amostras pequenas de cada matriz, com amostras de número aproximadamente igual por matriz, do maior número de populações.
• Para conservar variabilidade de espécies autógamas, coletar sementes extensivamente e de forma casualizada em cada população, com amostras grandes de cada matriz, do maior número de populações.
• Para ganhar tempo em programas de melhoramento, coletar material vegetativo de matrizes consideradas de elite, procurando representá-las dentro da amostra.

Para espécies em que haja mais informações disponíveis, adotam-se basicamente as principais regras acima, mas o número de sementes por planta pode ser adequado com mais exatidão aos
valores indicados por pesquisas quanto à estrutura genética das populações. Em ambos os casos, é importante amostrar sementes suficientes e em número próximo por planta, para que cada planta possa estar representada em possíveis duplicatas. Créditos Embrapa.

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