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É evidente, que depois que o homem pecou no jardim do Éden, ele perdeu sua santidade, sua vitalidade e sua imortalidade. Sendo assim ele comprometeu seu relacionamento com Deus e com o próximo. Subsequentemente ele também entrou em desarmonia com a natureza (Gn 3:18), com os animais, e com os outros membros de sua espécie (Gn 4:8).
Essa perda foi um fator crucial que trouxe maldição à terra (Gn 3:17b), passando a produzir espinhos e cardos para castigá-los (Gn 3:18). Recebeu como disciplina: dor e sofrimento que passou a fazer parte de sua vida cotidiana (Gn 3:17).

Para sobreviver na terra, ele teria que cultivar as ervas da terra, empenhando a força de seus braços para retirar seu próprio alimento (Gn 3:17); porque perdeu o direito de comer da árvore da Vida (Gn 3:22-24). Além disso, os ponteiros de seu relógio biológico que girava em torno da eternidade (Gn 3:22), sofreu sério revés, passando a girar de acordo com seu comportamento (Gn 6:2-3; Dt 34:7; Sl 90:10). E para minorar ou sanar essa situação pelo menos de forma paliativa, e reativar seu relacionamento com a Trindade, Deus fez um acordo com ele para consertá-lo de seu erro (Gn 3:21). Mas as sequelas e as consequências de sua queda passaram a fazer parte de sua disciplina, decretadas pelo Seu criador (Gn 3:16-18). Vimos que a perda desse relacionamento do homem com Deus, comprometeu a harmonia dele com seu semelhante, passando a viver em constantes conflitos uns com os outros. Esses conflitos traziam perdas materiais e de milhares de vidas humanas.

Foi aí que ele percebeu que precisava fazer acordos com seu semelhante, à semelhança daquele que Deus fizera com ele no Éden (Gn 3:21); para poder viver pacificamente, embora muitos deles não funcionassem como era esperado. Sendo assim, os acordos passaram serem uma necessidade na vida do homem, para melhorar seu semelhante, e com Deus. E com o patriarca Abraão não podia ser diferente.

Enquanto muitos homens, grupos, e nações que faziam acordos e os quebravam; Abraão quando faziam um acordo ou aliança com Deus ou com seus amigos, ele não quebrava. E uma delas bem conhecida é a que ele fez com Deus (Gn 15:11-21). A outra é a que ele fez com o rei Abimeleque (Gn 21:22). Durante a celebração desse acordo, Abraão repreendeu o rei Abimeleque, dizendo: “como você quer fazer acordo comigo se me tomaste pela força um poço que meus pastores cavaram (Gn 21:25)? O rei Abimeleque ouvindo aquela acusação, disse que não sabia do ocorrido, e alegou ser inocente, e até porque Abraão não lhe comunicou sobre tal fato (Gn 21:26). Mediante uma acalorada discussão, eles findaram chegando a um consenso, e fecharam o acordo, que durou cerca de três gerações sem ser quebrada (Gn 21:26; Gn 21:32), e só foi quebrada depois da morte de Abraão.

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